quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Que viagem

Sabe aqueles dias que o melhor seria que você ficasse em casa???? Pois bem, a minha última viagem foi um desses (ou não).


Há dias, a pessoa mais indecisa do mundo aqui ficou naquela: viajo ou não? E ainda por cima levo um sermão enorme por não viajar (já que o meu pai estava doente e iria operar). Os dias se passaram e consegui uma carona pra perto do meu destino. E quem anda sempre de carona como eu, sabe muito bem que você sempre acaba esperando mais do que queria, mas nunca pode deixar alguém esperando. E isso me tira um pouco muito do sério. Ansiosa como sou, na noite anterior quase não dormi direito, com medo de perder a hora e consequentemente a caroninha.

Mas tudo deu certo mais ou menos certo, porque o atraso do meu querido amigo, pra não perder o costume foi de 2 horas.

Seguimos viagem super animados, cantando, contando casos e rindo muito. Não deu 1 hora de viagem e tivemos que tirar o pé do acelerador, quer dizer colocar o pé no freio mesmo. E ficamos ali, naquele ponto, parados, exatamente 2 horas e 40 minutos. Comecei a pensar que essa estrada estava contra a minha pessoa, porque dois dias antes, a mesma, me fez ficar parada 1 hora e 40 minutos. O que tira qualquer ser humano do sério. Até que conseguimos seguir viagem, pelo menos por um tempo.

Eis que escurece, e um pedaço de pneu de um maldito caminhão se solta e vem bater embaixo do carro que eu estava. Não podia ser no próximo???? Não! Tinha que ser no meu. E lógico que o carro, tão pequeninho, não aguentou. E furou o radiador. No azar, tivemos uma sorte, o local pegava celular. O que possibilitou que acionássemos o seguro. Mas sabíamos que a espera seria árdua. Mas nem foi, porque dois bondosos policiais pararam para ver se precisávamos de alguma ajuda. E ali ficaram o tempo todo com a gente. Em tempos de policiais corruptos, foi muito bom vivenciar a atitude dos dois. Além de poder ver uma estrela cadente e fazer um pedido (eu acredito).

Depois de algum tempo de conversa, e contar para os policiais que iria visitar o meu pai que estava internado, e que não conseguiria pegar um ônibus pra chegar ao meu destino final, a policial teve a brilhante ideia de me colocar dentro de um ônibus. O que achei ótimo. E consegui, enfim, depois de 12 horas de viagem (normalmente seriam 6 horas), chegar em casa. Ufa!

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